O Imortal Jimmy Smith

Um instrumento que levou, e ainda leva, alta expressividade na música, marcando uma nova era e antecedendo os sintetizadores e teclados que dominam a música de hoje, é sem dúvida o órgão Hammond. Sem ele, estilos que vão do Jazz ao Hard Rock, passando pelo, blues, gospel, country, bossa, chorinho, rock progressivo, e quase todos os outros, nunca seriam o mesmo.

Porém o instrumento sozinho não fez isso. Este foi ferramenta de um dos mais inovadores músicos de nossa época. O Inacreditável James Oscar Smith, Jimmy Smith.

"O ano de 2005 iniciou marcado pela sua morte. Este artigo é apenas o mínimo que um fã e seguidor de seus passos poderia fazer para preservar, difundir e levar o legado de Jimmy Smith a todos os amantes da música." Daniel Latorre, 09/02/05

Quando James Oscar Smith estourou no cenário do Jazz em meados dos anos 50. Sua performance avassaladora ao Hammond B-3 mostrou que existiam outras possibilidades de expressão além do piano acústico. Os princípios técnicos dos “atuais” sintetizadores, como infinito Sustain, sobre-timbres, e tonalidades eletrônicas, foram primeiramente explorados por ele. Isto junto ao “transcendental swing” e extremo poder de seu bop/blues culminando na mágica e cativante sonoridade que até hoje fascina. Os Solos e acompanhamentos de Jimmy revolucionaram a maneira de tocar e fez do Hammond um instrumento à parte. Muito do que ele fazia ao B-3 há 50 anos, ainda esta à frente de nosso tempo.

Outros organistas surgiram antes de Jimmy, Fats Waller gravou músicas ao Hammond. Em 1948, Wild Bill Davis colocou o órgão em Big Bands. Mas ninguém conseguiu ser tão bem sucedido, alcançando a técnica certa que unisse a força eletromecânica e valvulada do Hammond com o Jazz. Jimmy Smith criou um estilo singular de uma tal maneira que é impossível se arriscar a tocar o órgão Hammond sem seguir seus passos. Sua registração, união entre manuais e pedais, levavam nuanças e cores ao som que nenhum outro instrumento fez.

foto: David Redfern

Jimmy Smith Lotava o Club Spider Kelly's na década de 50

O Começo e o primeiro Hammond

Em sua cidade, Norrison, Pensilvânia, começou tocando piano ainda menino ensinado por seus pais, mas não tinha piano em casa. Ele sempre estudava na casa de amigos. Mesmo com esta dificuldade, aos nove anos ganhou o primeiro prêmio em um concurso de uma rádio local (Major Bowes Amateur Hour). Ele tocou na Filadélfia, em rádios locais e trabalhou com seu pai com um grupo de música e dança.

Durante o dia, ele fazia de tudo, abandonou seus estudos na terceira série para ajudar o pai com problemas de saúde. Foi então que aos Quinze anos se alistou na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial. Mais tarde, entre 1947 e 1948, entrou para a escola de música Hamilton e depois, em 1949, na Ornstein School of music.

Seu talento como pianista o levou a tocar em alguns bares da Filadélfia fazendo piano base, onde tocava baixos e acordes: “bump Piano”. Em 1951 entrou na banda Don “Gardner's Sonotones” tocando R&B ao piano.

No piano acústico Jimmy se sentia limitado, não tinha a sonoridade que procurava. Queria algo a mais do instrumento.

Ele ficou fascinado pelo Hammond, inspirado por um dos seus ídolos Wild Bill Davis. Para conhecer e entender este diferente instrumento pediu para uma loja que o deixasse estudar o Hammond pagando um dólar a hora, até comprar seu próprio instrumento. A loja aceitou, pois também atraia clientes. 

Wild Bill tinha tudo que Jimmy queria ser. O som forte, alto e explosivo saído dos alto-falantes, estilo e técnica. Quando Smith conheceu Bill ele lhe disse que levaria quatro anos para aprender a tocar a pedaleira do Hammond. Ao Invés de desanimar, isso desafiou Jimmy. Ele inventou seu próprio método.  Estudava através de um desenho em tamanho real da pedaleira. Aprendeu a tocar o Hammond inteiro em três meses! Quando ele conseguiu comprar seu Hammond , colocou o em um galpão e se trancou lá por um ano.

 Milt Buckner, que tocou com Lionel Hampton, também foi referência. É nítida a influencia de Wild Bill e Buckner nas primeiras gravações que Smith fez com Don Gardner.

Em 1953, para comprar seu Hammond, Jimmy emprestou dinheiro de um agiota que colocava um capanga atrás dele em cada show, para ter certeza que estava ganhando o dinheiro que lhe devia. O capanga era tão assustador que uma noite, onde tocava aos domingos, com o bar cheio, ao final da música, o capanga levantou as mãos e bateu palmas. Só com isso ele conseguiu espantar quase todo o público. Jimmy então falou com o Agiota, Sr. Goldstein, e pediu, por favor, para que não o mandasse atrás dele. Não adiantou. O Agiota estava “protegendo seu investimento”. E lá estava o capanga na noite seguinte.

  Jimmy começou a atrair público cada vez maior com seu trio: órgão, guitarra e bateria. Foi contratado para tocar em um médio club chamado de “Spider Kelly’s”. Jimmy, usando um macacão, dirigia a pick-up com o órgão atrás e fazia a entrega.  Naquela primeira noite no “Kelly’s”, após deixar o Hammond no bar, pegou emprestado um empala 51, com motor novo, pneus novos e saiu pela cidade contando para cada pessoa que encontrava que iria tocar no Spider Kelly’s.

O Local ficou lotado. O que era para ser apenas um show acabou sendo uma temporada. Foi nesta época que Jimmy foi descoberto pela Blue Note Records. E conseguiu dinheiro para pagar o Agiota.

Organistas de todos estados do EUA faziam fila na casa de Jimmy para aprender como tocar o Hammond. Ele atendia nomes como Richard “Groove” Holmes, Jimmy McGriff, Shirley Scott, Jack McDuff e outros.

 Em 1956 mudou da Filadélfia para New York onde tocou com imenso sucesso no “Small’s Paradise” e “Café Bohemia”.

  

A Era Blue Note

 Sua reputação levou os revolucionários empresários do Jazz e fundadores da Blue Note records: Francis Wolff e seu sócio e amigo Alfred Lion para assistir Jimmy no Small’s Paradise em 1956.

Era sua primeira apresentação em New York. Ele estava compenetrado e inspirado. Seus dedos voavam pelas teclas e seus pés dançavam pela pedaleira do B3. O Ar se enchera de ondas de um som que ninguém havia ouvido antes. As pessoas sentadas ao redor estavam impressionadas e paralisadas com a performance de Jimmy. Após o show, pingando de suor, ele desceu do palco sorrindo e perguntou aos empresários: “E ai? O que acharam?” Francis Wolf disse: “Yeah!”. Pois nada conseguia dizer depois do que acabava de ver e ouvir; e seu sócio fascinado, já havia decidido que ali estava seu próximo artista.

Algumas semanas depois, em Fevereiro de 1956, Smith “esmerilhava” seu Hammond nos Estúdios de Rudy Van Gelder em New Jersey, para gravar a primeira das suas 28 sessões sob o selo da Blue Note.

foto: David Redfern

Durante Gravações da Blue Note

De 1956 à 1963; somando mais de 30 álbuns, entre eles Home Coockin’, The Sermon, Midnight Special, Prayer Meetin’ e Back at The Chicken Shack. Smith levou uma nova sonoridade e lançou uma moda Soul-Jazz , obtendo uma singular popularidade no meio musical. Nestes seis anos, gravou com Kenny Burrell, Lee Morgan, Lou Donaldson, Tina Brooks, Art Blakey, Jackie McLean, Ike Quebec and Stanley Turrentine, entre outros históricos jazzistas.

Assim decolou sua carreira. Alfred Lion ficou tão encantado com Jimmy que largava seu trabalho na gravadora para acompanha-lo em seus memoráveis shows pelos EUA e Europa. Alfred e Jimmy se tornaram quase que irmãos e estavam sempre juntos. Francis Wolf era quem fotografava e cuidava da arte visual dos discos.

Foi então, no formato trio: Órgão, Bateria e Guitarra, que a sonoridade do estilo teve seu ápice.

A Era Verve

Em 1962, após alcançar fama pela Blue Note e expirar seu contrato, a Verve Records lhe ofereceu melhores oportunidades. Assim surgira uma nova era do Hammond. Incorporando influências e psicodelias dos anos 60,

o estilo Soul-Jazz foi parar além das lojas de disco; Era ouvido em danceterias, trilhas sonoras de cinema e outros, transformando em um novo estilo denominado também como Acid Jazz.

A época em que esteve na Verve ficou marcada por gravações com big bands sob arranjo do maestro Oliver Nelson e a colaboração com o guitarrista que também mudou a história do jazz: Wes Montgomery.

                       

Trio e Big Band

 Na Verve Records, alguns discos continuaram no formato trio, com algumas participações de Saxofonistas e trompetistas. No Trio, Jimmy, muitas vezes usava a versatilidade de timbres do órgão para fazer ataques e intervenções que lembravam a de conjunto de Metais. Portanto ao escolherem gravar Jimmy no formato big band, era preciso ter muito estilo e ponderamento nos arranjos para que não cruzasse nem limitasse a interpretação de Smith. Por isso chamaram Oliver Nelson, famoso por arranjos para Frank Sinatra e Ella Fitzgerald. Oliver foi brilhante nas gravações de Jimmy Smith. Ele ponderava e complementava o som do Hammond com os metais de uma forma diferente, dando espaço e ao mesmo tempo preenchendo o som, sem tirar a liberdade de Jimmy.

Como no primeiro álbum: “Bashin’: The Umpredictable Jimmy Smith” gravado em 26 de março de 1962. Com a música “Walk on The Wild Side” eles estouraram nas paradas. Este fantástico arranjo “apresenta” o órgão para a Big Band de forma crescente. Começa sutil, tocando junto o tema quando então muda o ritmo e entra um solo arrebatador de Jimmy que fica por toda a música mesmo na volta do tema.

Este maravilhoso trabalho se estende pelos discos: Hobo Flats, The Incredible Jimmy Smith, The Cat¸ trilha sonora de filme; I got My Mojo Workin’, com as faixas título parte 1 e 2, contando com um dos maiores solos de órgão Hammond da história; Peter and Wolf, uma mágica jezzística adaptação da peça clássica de Prokofiev, onde cada instrumento assume um personagem, Jimmy ao Hammond interpreta o Lobo; Jimmy and Wes: Dynamic Duo, entre outros

 

Jimmy e Wes

 A união dos estilos de Jimmy e Wes Motgomery foi instantânea. Assim que se conheceram, foram ao estúdio e o som começou a fluir. Era como se tivessem tocado juntos a vida toda. A sonoridade limpa, cheia e grave da guitarra de Wes serviu de modelo para toda a geração seguinte de guitarristas; e somada ao som de Jimmy, surgiram diferentes visões do Blues, Jazz e Soul com explosivos solos, muito swing e bom gosto. A junção Big Band, Jimmy Smith e Wes aconteceu no disco gravado em Setembro de 1966: Jimmy and Wes: Dynamic Duo.  Trazendo as famosas musicas Night Train e Down By the Riverside. Logo após, saiu uma continuação destas sessões: Further adventures of Jimmy and Wes, marcada com a belíssima lenta Maybe September, onde Jimmy começa sozinho, fazendo os baixos somente na pedaleira, a mão esquerda em acordes de impensáveis inversões;

foto: David Redfern

Jimmy na década de 60

Wes Montgomery, parceria memorável

Há também a fantástica OGD - Road Song, plácido tema sob um empolgante swing latino.

Wes faleceu em 1968, mesmo com muitas gravações póstumas lançadas de Wes, esta dupla não gravou novamente. Porém outros duos com guitarristas sugiram, caso do The Boss, com George Benson.

 

O que aconteceu com o órgão?

 O contrato com a gravadora Verve foi até 1972, somando mais de 20 álbuns.

Estas Gravações difundiram o Hammond e inspiraram músicos em todo o mundo. Todo o Rock Britânico, o Blues e o Jazz Americano entre outros estilos foram passando do - até então único instrumento de teclas  - piano para o Hammond.  Durante as décadas de 60 e meados 70 o órgão reinou.

A Imensa contribuição de Jimmy para a música e músicos continua até hoje, e aumenta à medida que resgatamos a alma e o som dos anos 60 e 70.

As famosas e na moda, “lounges” de música eletrônica, surgiram de resgates de obras como a de Jimmy Smith, usando o swing, sonoridade diferente e cativante de suas músicas DJs as re-mixaram em um formato dançante e moderno.

 

O Legado de Jimmy serviu inspiração para todos os estilos musicais. No Jazz e Blues abriu-se espaço para excelentes organistas como Jimmy McGriff, Rhoda Scott, Greg Allman, Deacon Jones, John Patton, Lonnie Smith e inúmeros outros. No Rock estes ispiraram Jon Lord (Deep Purple), Graham Bond (Graham Bom Organization), Rick Wakeman (Yes), Keith Emerson (ELP), Vincent Krane (Atomic Rooster), Thijs Van Leear (Focus) e assim por diante.

Porém ó órgão ficou em baixa. Os sintetizadores e teclados modernos não exigem a máxima expressividade e total controle que é preciso ter quando se “timbra” um Hammond B3. São mais fáceis de tocar, leves e diferentes, principalmente para a maioria que mal usava 30% dos recursos de um B-3.  De 1950 a 1980, outros fabricantes de órgãos e instrumentos musicais em geral tentaram reproduzir o B3, mas nada chegava perto. A própria Hammond parou de fabricá-lo em 1974, passando a manufaturar apenas terríveis órgãos transistorizados que não traziam a alma, durabilidade e possibilidades do seu antecessor.

Com tudo, o Hammond chegou na década de 80 com a imagem de “retrógrado”. E nada caracterizava tanto a música de Jimmy quanto o som do Hammond. A extinção do B3 ofuscava sua carreira. A década de 70 para Jimmy foi menos movimentada, ele continuou excursionando. Em 74 e 75, fez memoráveis turnês pelo mundo incluindo Europa e Israel. Depois, junto de sua esposa abriram um Club em Los Angeles. Continuou tocando ao vivo durante os anos 80 até voltar a New York. Em 1984, assinou novamente contrato com a Blue Note e gravou alguns discos, entre eles: Go for Whatch Now e Prime

 

 

Gravando o Disco "Dot Com"

De Volta ao Estúdio.

Jimmy Voltou a Gravar pela Verve em 1995 com dois fantásticos álbuns com músicos promissores da época e o veterano baterista Bernie Purdie:  Damn! e  Angel Eyes. O último só com lentas e o primeiro conta com inerpretações de musicas de James Brown, Herbie Hancock, Dizzi Gillespy e Charlie Parker. O Som que Jimmy faz ao Hammond nestes discos mostra que continuará sendo o Mestre do B3, deixando mais uma vez sua marca!

Com um crescente interesse da indústria fonográfica, estúdio e músicos pelo famoso Hammond, em 2001, Jimmy teve a chance de gravar um Álbum só de Blues: Dot Com. Este inclui nomes como, Dr. John, B.B. King, Eta James e quase todos os grandes do cenário do Bluezeiro.

 

Jimmy adorou e endossou a réplica do Hammond B3, escrevendo

"Finalmente! Alguem acertou!"

"O Novo B3"

A Hammond voltou nos anos 90 através da empresa de Instrumentos musicais Suzuki, movida pela paixão do proprietário Mr. Suzuki pelos famosos órgãos. A Suzuki reestruturou a fábrica em Chicago e investiu na busca do som do B3 através de uma nova Tecnologia. Jimmy Sempre foi consultado, mas nunca aprovava 100% as inovações. As Características que ele precisava para extrair o som do B3 exigiam mais. Jimmy era inseparável de seu antigo B3 de 1958, melhor série segundo os grandes organistas americanos. Até que, depois de mais de 10 anos de pesquisa e milhões de dólares empregados, a Hammond relançou a réplica do B3 em 2001.

O Novo Hammond B3 impressionou tanto, que Jimmy disse: “Desta Vez vocês Conseguiram!”. Além do Móvel, todas as características mecânicas e sonoras foram empregadas. Jimmy começou a excursionar e tocar sempre com o novo B3 que lhe foi presenteado.

 

Lonnie Smith, Joey Defrencesco e Tony Monaco

O Legado

J. Smith deixou inúmeros seguidores, entre eles se destacam os americanos, Joey Defrancesco e Tony Monco.

Joey e Jimmy ficaram amigos e, ambos endorsees da Hammond, desde 2003 começaram a fazer alguns shows juntos. Usando o Novo Hammond B3, entusiasmados e com muitos planos, entraram no estúdio ao final de 2004 para gravar um álbum em duo chamado: Legacy. Previsto para ser distribuído em Fevereiro de 2005. E com um Grande show de lançamento planejado na famosa casa de Jazz, Yoshi em Los Angeles, com Joey e Jimmy tocando ao mesmo tempo cada um com seu B3!

Capa do CD Legacy, de Jimmy Smith e Joey Defrancesco. Marilhosa Gravação e união de Dois HAMMONDS

foto: Scott Howtorn

Foto do Show no Yoshi tirada pelo Hammond entusiasta SCOTT HOWTORN que esteve no evento.....Many thanks SCOTT!!!!

B-3 do Jimmy ficou no Palco intocado, durante a memorável apresentação de Defrancesco que deveriam fazer jintos para o lançamento do CD Legacy.

Porém , depois do almoço do dia Oito de Fevereiro de 2005, ao tirar uma soneca assistindo TV, Jimmy Smith faleceu aos 79 anos. 

O Lançamento e o Show não foram cancelados. Com os ingressos lotados tanto para o dia quanto para o show extra, fãs do mundo inteiro foram a Los Angeles no dia 17 de Fevereiro de 2005. Joey Defrancesco além de seu Novo B3, levou ao palco o Hammond B3 de Jimmy. Como homenagem e solenidade, órgão não foi tocado e ficou lá o tempo inteiro com uma luz em cima. Foram momentos tocantes que envolveram os espectadores com uma emotiva, porém cintilante performance de Joey.

 

 O Mundo então perdeu um dos músicos mais importantes de nossa época.  Uma era teve seu fim. Jimmy tinha mais planos como o de montar uma Escola de música em Los Angeles, mas sua missão acabou. Contudo, o que ele nos deixou é material de admiração, estudo e entretenimento que ficará para sempre.  Adeus Jimmy!

Daniel Latorre

 

Pianista e Organista. Iniciou sua carreira tocando em bares de São Paulo. Teve como Professor o organista americano Deacon Jones (aluno de Jimmy Smith e organista de John Lee Hooker, Freddie King, entre outros). Entre jams, gravações e participações, já tocou com nomes internacionais como Ian Paice (Deep Purple); e com nomes nacionais como, Edgar Scandurra, Paralamas do Sucesso, Beto Lee, Lee Marcucci, André Christovan,  Tutti-Frutti, Frejat, entre muitos outros. Especializou-se em tocar Jazz, Blues e Rock nos famosos órgãos Hammond. Hoje é o endorse da Hammond no Brasil. Participa de projetos como Andréas Kisser Brasil Rock Stars, Women in Blues e Paulo Zinner Rockestra. Em 2004 montou o “organ trio” de Acid Jazz: Hammond Grooves, tocando músicas de Jimmy Smith, Lonnie Smith, Wes Montgomery, Grant Green, entre outras grooves e muito improviso.

Foto do autor do artigo, organista e endorse da Hammond: Daniel Latorre

Latorre e o New Hammond B-3P - Versão portátil 

Artigo Publicado na Revista Áudio, Música e Tecnologia. 163/ Abril de 2005. Escrito pelo Organista Daniel LatorreCapa da Edição que contém o artigo escrito pelo organista e endorse da Hammond: DANIEL LATORRE

Agradecimento especial para: Sólon do Vale, Wagner Carneiro, Warwick Kerr e Waichiro Tachikawa.

Foto do NOVO HAMMOND B3 - Hammond Brasil.

Visite o site Hammond-Brasil e confira o

New Hammond  B3

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