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De
1956 à 1963; somando mais de 30 álbuns, entre eles Home
Coockin’, The Sermon, Midnight Special, Prayer
Meetin’ e Back at The Chicken Shack. Smith levou
uma nova sonoridade e lançou uma moda Soul-Jazz , obtendo uma
singular popularidade no meio musical. Nestes seis anos,
gravou com Kenny Burrell, Lee Morgan, Lou Donaldson, Tina
Brooks, Art Blakey, Jackie McLean, Ike Quebec and Stanley
Turrentine, entre outros históricos jazzistas.
Assim
decolou sua carreira. Alfred Lion ficou tão encantado com
Jimmy que largava seu trabalho na gravadora para acompanha-lo
em seus memoráveis shows pelos EUA e Europa. Alfred e Jimmy
se tornaram quase que irmãos e estavam sempre juntos. Francis
Wolf era quem fotografava e cuidava da arte visual dos discos.
Foi
então, no formato trio: Órgão, Bateria e Guitarra, que a
sonoridade do estilo teve seu ápice.
A
Era Verve
Em
1962, após alcançar fama pela Blue Note e expirar seu
contrato, a Verve Records lhe ofereceu melhores oportunidades.
Assim surgira uma nova era do Hammond. Incorporando influências
e psicodelias dos anos 60, |
o
estilo Soul-Jazz foi parar além das lojas de disco; Era
ouvido em danceterias, trilhas sonoras de cinema e outros,
transformando em um novo estilo denominado também como Acid
Jazz.
A
época em que esteve na Verve ficou marcada por gravações
com big bands sob arranjo do maestro Oliver Nelson e a
colaboração com o guitarrista que também mudou a história
do jazz: Wes Montgomery.
Trio
e Big Band
Na
Verve Records, alguns discos continuaram no formato trio, com
algumas participações de Saxofonistas e trompetistas. No
Trio, Jimmy, muitas vezes usava a versatilidade de timbres do
órgão para fazer ataques e intervenções que lembravam a de
conjunto de Metais. Portanto ao escolherem gravar Jimmy no
formato big band, era preciso ter muito estilo e ponderamento
nos arranjos para que não cruzasse nem limitasse a interpretação
de Smith. Por isso chamaram Oliver Nelson, famoso por arranjos
para Frank Sinatra e Ella Fitzgerald. Oliver foi brilhante nas
gravações de Jimmy Smith. Ele ponderava e complementava o
som do Hammond com os metais de uma forma diferente, dando
espaço e ao mesmo tempo preenchendo o som, sem tirar a
liberdade de Jimmy. |
Como
no primeiro álbum: “Bashin’: The Umpredictable Jimmy Smith”
gravado em 26 de março de 1962. Com a música “Walk on The
Wild Side” eles estouraram nas paradas. Este fantástico
arranjo “apresenta” o órgão para a Big Band de forma
crescente. Começa sutil, tocando junto o tema quando então
muda o ritmo e entra um solo arrebatador de Jimmy que fica por
toda a música mesmo na volta do tema.
Este maravilhoso trabalho se estende pelos discos: Hobo Flats,
The Incredible Jimmy Smith, The Cat¸ trilha sonora de
filme; I got My Mojo Workin’, com as faixas título
parte 1 e 2, contando com um dos maiores solos de órgão
Hammond da história; Peter and Wolf, uma mágica jezzística
adaptação da peça clássica de Prokofiev, onde cada
instrumento assume um personagem, Jimmy ao Hammond interpreta
o Lobo; Jimmy and Wes: Dynamic Duo, entre outros
Jimmy
e Wes
A
união dos estilos de Jimmy e Wes Motgomery foi instantânea.
Assim que se conheceram, foram ao estúdio e o som começou a
fluir. Era como se tivessem tocado juntos a vida toda. A
sonoridade limpa, cheia e grave da guitarra de Wes serviu de
modelo para toda a geração seguinte de guitarristas; e
somada ao som de Jimmy, surgiram diferentes visões do Blues,
Jazz e Soul com explosivos solos, muito swing e bom gosto. A
junção Big Band, Jimmy Smith e Wes aconteceu no disco
gravado em Setembro de 1966: Jimmy
and Wes: Dynamic Duo. Trazendo
as famosas musicas Night Train e Down By the Riverside. Logo
após, saiu uma continuação destas sessões: Further
adventures of Jimmy and Wes, marcada com a belíssima
lenta Maybe September, onde Jimmy começa sozinho, fazendo os
baixos somente na pedaleira, a mão esquerda em acordes de
impensáveis inversões; |