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A Volta do Hammond B3 |
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Sim, é verdade. O que muitos não acreditam ser possível aconteceu. Comemorando 50 anos, a Hammond-Suzuki lançou uma "réplica" moderna do antigo Hammond B3! Ironicamente, os avanços da tecnologia responsáveis por extinguir o B3 agora são responsáveis pelo seu renascimento. Este pode ser o começo de uma nova era onde podemos finalmente ter a alma e o "feeling" do instrumento sem precisar ignorar a tecnologia moderna... |
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Renascença |
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A grande tradição da Hammond esta passando por sua Renascença na forma do NOVO HAMMOND B3, que é uma réplica fiel do "mais famoso de todos os órgãos". Mais de dez anos de pesquisa foram necessários para recriar o som, o design e o feeling do B3 original. |
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O novo B3 usa uma tecnologia surpreendente. Com noventa e seis tonewheels digitais ao invés de um gerador de noventa e um tonewheels eletromecânicos, captura a correlação e interação entre os harmônicos com perfeição. O Tonewheel era o sistema de geração sonora que consistia em um determinado número de rodas de metal que giram através de um eixo em seu centro impulsionado por um motor, criando um campo eletroacústico captado por pickups especiais. Cada uma destas rodas "tonewheels" corresponde a uma respectiva nota de cada harmônico. O Novo B3 reproduz com perfeição os resultados de cada uma destas rodas individualmente. |
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O móvel e tratamento estético são réplicas do original acabamento avermelhado em nogueira. O painel e botões também foram minuciosamente copiados. |
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Apesar do B3 não ser fabricado há quase 30 anos, muitos nunca perderam a paixão por este instrumento. A demanda por Hammond antigos aumentou nos últimos sete anos. Sua manutenção ficou cada vez mais comprometida, pois as peças ficaram escassas. A cada ano os órgãos antigos chegam mais perto da extinção. Este foi um dos fatores decisivos na substituição dos antigos B3 por "réplicas modernas" que tivessem os mesmo atributos estéticos e sonoros em todos os aspectos. |
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Para provar a qualidade e tradição, afirma o diretor da Hammond EUA, promovem dez anos de garantia. Hoje os mestres do Hammond, Jimmy Smith e Joey DeFrancesco, substituíram de imediato seus B3 antigos pelo Novo B3. DeFrancesco lançou seu CD "Falling in Love Again" usando o Novo B3 pela primeira vez em uma gravação. |
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A Fábrica da Hammond e o B3 Antigo |
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O modelo B3 foi fabricado de 1955 a 1974. Mesmo antes de decidir parar sua fabricação, a própria Hammond tentou substituí-lo por outros modelos. |
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O declínio da Hammond começou em meados da década de 70, onde os sintetizadores e novas tecnologias prometiam a extinção das válvulas e sistemas mecânicos de geração sonora. Em 1970 na NAMM, comemorando a entrada da Era Espacial, o astronauta Neil Armstrong foi chamado para fazer o pré-lançamento dos órgãos eletrônicos da Hammond.. |
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Desde então, a fábrica sofreu grandes pressões. O sistema eletromecânico do B3 ficou mais caro de ser fabricado dificultando a competição com o mercado dos eletrônicos. |
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Tentativas
A primeira tentativa de substituir o modelo B3 foi o modelo H-100 de 1965, que adicionava mais harmônicos no gerador mecânico e recursos como Chimes e harpiggios. Esta série contava também, entre outros avanços, com um sistema híbrido de amplificação (partes do pré-amplificador transistorizado e power valvulado). Em 1967, com design futurista, entrava o X-66. Tinha um gerador "Tonewheel" pequeno que produzia apenas uma oitava, as oitavas restantes eram feitas através de divisores eletrônicos. Em seguida, em 1968, a Hammond lançou outro modelo que também pretendia substituir o B3: o X-66 e depois o luxuoso Hammond X-77. Este era basicamente uma mistura do sistema Tonewheel e transistor em um design também futurista. Em meados de 70 estes modelos acabaram sendo descontinuados, pois a Hammond decidiu extinguir o gerador mecânico. Nesta mesma época foram lançados os modelos série Concord, que nada tinham a ver com o B3. Eram totalmente transistorizados (sem Tonewheel) e com algumas funções parecidas com as dos teclados de hoje. Conseqüentemente após o Concord, foram lançados diversos modelos com pouco valor musical, caso da série J, N, 125 e variações. |
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X-77 |
Concord |
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O Fato é que nenhuma das tentativas de substituição do B3 tiveram êxito. Vários motivos técnicos contribuíram para isso. Ao criar novos modelos, a Hammond consertava defeitos, que na verdade não eram defeitos e sim características que fizeram do B3 um instrumento fascinante e expressivo. Entre estes "defeitos" estavam os Clicks dos contatos das teclas, a interação dos harmônicos e a tentativa de melhorar o sistema de pré-amplificação valvulada por transistorizada. E ainda, os materiais de construção eram alterados para atualizar os órgãos com a tecnologia e tendências da indústria musical da época. Os resultados destas tentativas eram diferentes e inferiores aos B3s. A cada modelo novo, mais longe ficava a tradição criada desde do lançamento do primeiro Hammond, o modelo A. |
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Tradição |
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Dos anos 50 até hoje, o mais que característico timbre de Hammond com seu típico ataque e ricos vibratos, foi usado por compositores e interpretes em vários gêneros musicais. Imaginar o Jazz, Blues, gospel, Rock ou Pop sem o incomparável som do Hammond B3 seria como enxergar em preto e branco. A força do gerador mecânico "Tonewheel" foi tão importante que na maioria dos teclados até hoje, têm entre seus presets, timbres que tentam imitar o B3. |
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Nova Hammond Desde a década de 80, com a falência da Hammond, a marca vagou pelo mundo como sinônimo de instrumento musical do passado. A Suzuki adquiriu os direitos da Hammond e Leslie em 1989, criando assim a Hammond-Suzuki. Enquanto todos os fabricantes de órgãos desistiam de suas produções pelo grande desinteresse mundial por órgãos, a Suzuki resolveu investir e restaurar parte das instalações antigas da Hammond nos EUA. Desde então a tecnologia de ponta é estudada e desenvolvida no Japão enquanto a montagem e manuseio dos órgãos são feitos nos Estados Unidos, mantendo a tradição Norte Americana de fabricar um dos seus ícones. |
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Fotos de dentro da fábrica |
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O primeiro produto desta nova fase foi o simulador XB-2, que era um teclado com drawbars e simulador eletrônico de Caixa Leslie. Seguindo a mesma série foi lançado o XB-5, versão melhorada do XB-2 com dois manuais e pedaleira de 25 notas. |
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XB-2 |
XB-5 |
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Em 1995 desenvolveram um órgão mais completo também com dois manuais e pedaleira de 25 notas, muito similar ao B3 em estética, com funções Midi, disk drive e também outros timbres: o Modelo XB-3, seu upgrade em 1998, XB-3A e em 2000, o XB-3M. O XB-3 e o posterior XB-3M, traziam a melhor simulação de Hammond com móvel muito similar ao original, parando a fabricação do então obsoleto XB-5. Mesmo assim, muitos fatores deixavam os resultados finais inferiores ao Hammond antigo. Organistas profissionais não se entusiasmaram, preferindo ainda o velho B3. Paralelamente, a Hammond-Suzuki foi desenvolvendo uma série de excelentes órgãos simuladores de Hammond em versões de um teclado: XK-2 , XB-1 e módulo XM1-XMc1, todos sucessores do antigo XB-2. O XK-2 foi fundamental para o desenvolvimento do novo B3. Nele foi empregada a tecnologia de Gerador Digital VASEII, incluindo uma excelente simulação de caixa Leslie mais teclado imitando o formato e peso das teclas do B3 antigo. Este pequeno órgão é fabricado, mas por pouco tempo. Com o Lançamento do XK-3, que leva mesma tecnologia de Tonewheel Digital do Novo B3, é definitiva opção portátil. Veja também: http://www.hammond.com.br/xksys/xksys.html |
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XB-3M
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| XK-2 | |
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Frustrações |
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A Hammond se tornou um ícone por ter atingido respeitável qualidade e confiabilidade de seus instrumentos em grandeza mundial. Este fato se deu por bem sucedidos aspectos administrativos e de marketing resultando em uma eficiente produção com excelente controle de qualidade. Mesmo nas décadas de 30 e 40, modelos e lançamentos eram muito bem apresentados usando toda a mídia de impacto e memoráveis demonstrações em público para afirmar a substituição do antigo órgão de tubos por um novo e surpreendente instrumento. E ainda, contavam com o incentivo do Governo Americano que apostou na patente do Hammond como fator de crescimento econômico num período pós-recessão. |
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Mesmo nas décadas de 60 e 70, enquanto o B3 ainda era manufaturado, e até hoje, outros fabricantes tentaram recriar o Hammond. A maior frustração dos concorrentes de órgãos como Yamaha, Lorey, Farfisa, Vox, Korg, Elka, Roland entre outros, era não conseguir copiar corretamente o som e o "feeling" do Hammond B3, e maior frustração era de não conseguir criar um instrumento que fosse tão famoso e venerado em todo o mundo. |
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Até Hoje muitos destes fabricantes ainda tentam. Mas nenhum chegou aonde a Hammond-Suzuki chegou, desenvolvendo uma tecnologia específica e bem patenteada, encontrada no Novo B3. |
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Analisando o Novo HAMMOND B3 |
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Por ser uma réplica, o Novo B3 traz pouco como inovação musical. Os músicos que se interessam pelo B3 não se importam com Midi e outros benefícios modernos que não tem a ver com o órgão Hammond tradicional. A Hammond continuará a fabricação do modelo XB-3M para quem quer os sons de B3 misturados com a tecnologia moderna. Cada unidade fabricada do B3 antigo tinha diferenças sonoras assim como nos pianos acústicos. O Novo tem alguns parâmetros editáveis para de que cada organista chegue no som do Hammond que mais lhe agrade. Em uma discreta gaveta abaixou do segundo manual ao lado direito, podem ser encontrados alguns botões. Este "Centro de Informação" assim chamado (composto também de um visor LCS de 20x2 dígitos), é responsável pela edição de funções avançadas como modo de Drawbar, funções dos Pedais e etc. Esta gaveta quando empurrada fica escondida, porém de fácil acesso. |
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Painel de Controle |
painel Midi e In outs |
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Em baixo do segundo Manual, ao lado esquerdo, encontra-se o painel de controle do Efeito de Leslie. Estes controles ajustam o som do instrumento como Volume Master, Graves, Agudos, Reverb, overdrive e etc. Em baixo do órgão esta o painel Midi. O Novo B3 tem apenas uma saída de Midi (Midi Out) para controle de outro instrumento (sintetizador, módulos, etc...). Devido ao complexo e único sistema de contatos e geração sonora do Novo Hammond B3, não há entradas de midi (Midi In e Midi Thru). No mesmo painel estão as entradas e saídas de áudio estéreo.
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Drawbars |
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Os Drawbars são marcas registradas do órgão Hammond com dois conjuntos de nove drawbars para cada manual e dois drawbars para pedaleira. Estes são réplicas dos Drawbars das décadas de 70, que tem a ponta quadrada e os números dos Harmônicos escritos em cada um. Têm como função o controle separado dos elementos básicos dos tons musicais (os harmônicos fundamentais e sobretons) sendo possível criar uma gama extensa de timbres. |
| Em cada Manual do órgão há nove presets. Os Presets são teclas com as cores das notas naturais invertidas com a dos meio-tons, ficam presas quando selecionadas carregando uma registração fixa e diferente das definidas nos drawbars. Em adição, há dois conjuntos de controles para cada manual fazendo com que, através de um Compact Flash Card, vinte e duas registrações diferentes fiquem disponíveis, além das que estão nos presets. No B3 antigo, para alterar as registrações dos presets, um técnico especializado deveria mudar uma série de fios na parte interna do órgão. |
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Presets |
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Os controles de vibratos são replicas dos controles que caracterizam a seleção de inserção e quantidade de vibrato ou chorus para cada manual separadamente (V1,V2,V3, C1, C2, C3). Antes do B3, o Vibrato e Chorus eram limitados a uma graduação simples e selecionáveis para ambos os manuais sem separação. Com Gerador de 96 tonewheels digitais, a polifonia é total. Proporciona uma qualidade, clareza e expressividade que só era possível nos B3 antigos. Mudanças no timbre aconteciam de acordo com a quantidade de recursos utilizados. Por exemplo: Uma mesma registração com o pedal de expressão no mínimo sovava diferente (mais abafada e comprimida), e ia mudando à medida com que o pedal de expressão fosse acionado (o timbre ia ficando mais aberto, claro e forte). Outro exemplo é o do Chorus. Quando este era adicionado, o timbre mudava além do efeito de chorus. Como resultado, os agudos e médios eram equilibradamente acentuados. |
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| Vibrato-Chorus |
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Este e outros detalhes não eram levados em consideração em simulações e outras tentativas de reproduzir o som do Hammond. Estas e outras características minuciosas são encontradas no Novo B3. A Percussão é outra função que foi apresentada com o Lançamento do B3. Modelos anteriores não possuíam este efeito que adiciona um ataque harmônico na registração do manual Superior. A geração da percussão funcionava pegando emprestado um harmônico de um dos Drawbars e tratando-o através de um circuito valvulado. Portanto o timbre da percussão é um dos pontos mais críticos. No Novo B3 a percussão soa exatamente como a percussão valvulada. |
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| Percussão |
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Os Contatos das Teclas (61 teclas do primeiro manual – 61 do segundo e 25 da pedaleira) são feitos mecanicamente com uma série de dez agulhas ( uma para cada Harmônico e sistema de percussão) que fecham um respectivo circuito em cada tecla. Estes contatos proporcionam o característico "clique" elétrico chamado de "Key Click". Nas tecnologias anteriores, o click era um sampler acionado eletronicamente, pois cada nota tinha um único contato de borracha. No Novo B3, o Key Click é gerado da mesma maneira que no B3 original. E ainda, adiconaram contatos de borracha sensitivos com velocidade para o envio de mensagens midi. |
| Contatos das teclas do B3!!!! |
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O Peso sempre foi um problema para os amantes dos Hammonds. Com 133 kg, fica mais leve que os aproximados 200 kg do B3 antigo. As dimensões são as mesmas do Antigo para o Novo: Fechado, com pedaleira têm 132 cm de largura X 73 cm de profundidade e 97 cm de altura. |
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| ( fotos de dentro da Hammond USA, montando o Novo HammondB3) | ||
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O Hammond do Futuro |
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A desvantagem do Novo B3 esta no preço, que é alto comparado com os dos teclados atuais. Mas comparando com os B3 antigos que estão sendo vendidos por ai (em muitas vezes em péssimo estado), talvez não fique tão distante. Há também a desvantagem de não sabermos como ele vai se comportar com o tempo. Mesmo com uma garantia de fábrica de10 anos (hoje, fabricantes e lojistas dão em média 1 ou 2 anos em seus produtos), não sabemos com certeza se irá durar a média dos 40 anos do B3 antigo. Claro que nas décadas de 50 e 60 quando fabricaram a maioria dos B3s, não se sabia com exatidão o quanto eles poderiam durar. Mesmo assim, segundo a Hammond, O Novo poderá durar mais de 30 anos. |
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Durabilidade e qualidade sempre foram pontos fortes da Hammond. Enquanto muitos sintetizadores e outros teclados da década de 60 estão completamente "detonados", os órgãos Hammond permanecem imponentes e inteiros. Mesmo "baleados" chegam a funcionar, porém o som não é mais o mesmo. Esperamos que também esteja sendo replicada a durabilidade do Novo B3. |
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A situação econômica de nosso país não ajuda a pensarmos com a alma e o sentimento, a relação custo-benefício nos entope bloqueando a qualidade de nossa música. Devemos olhar o Novo Hammond B3 como um instrumento especial, com seu som clássico e peculiar. Um investimento pra toda a vida. E não como um teclado descartável, conseqüência que a própria indústria de instrumentos musicais provocou ao fazer inúmeros modelos consecutivos, cada vez mais eletrônicos e incrementados. A idéia não é desmerecer os teclados profissionais de hoje. Porém não devemos compará-los aos eternos órgãos Hammond. |
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É fato que os Hammond B3 antigos estão em extinção, assim como os Organistas. Mas talvez com esta "réplica" a situação mude e mais músicos se interessem por órgãos Hammond; mais casas de shows e bares adquiram e usem este instrumento ao vivo; mais estúdios gravem o som original e não softwares VST e mais ouvintes possam desfrutar da energia e o som deste mágico instrumento. |
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Vida Longa ao Hammond B3! |
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Daniel Latorre Pianista e Organista. Iniciou sua carreira tocando em bares de São Paulo. Aperfeiçoou seus estudos com a renomada pianista Maria Thereza Russo. Compôs trilhas sonoras para teatro e participou de festivais de Jazz. Especializou-se em Jazz, Blues e Rock em órgãos Hammond. Entre seus professores esta o organista americano Deacon Jones (organista de Freddy King, John Lee Hooker entre outros). Faz parte da Banda Paulo Zinner Rockestra, do projeto de Andreas Kisser Brasil Rock Stars e esta com seu projeto de Jazz Hammond Grooves. É o endorser oficial da Hammond no Brasil. Email: danymusician@hotmail.com |