Artigo publicado em Julho de 2003 por uma das mais respeitada revistas Inglesas especializada em música e equipamentos musicais. Distribuída e assinada em toda a Europa e EUA.

 

Hammond New B3

Sintetizado, sampleado, ou modelado, o órgão Hammond B3 tonewheel inspirou muitas imitações ao longo dos anos. Agora você pode ter o Hammond que recria totalmente o original. O quanto perto eles chegaram? Nós consideramos o definitivo... 

por Hugh Robjohns

O clássico som do órgão Hammond tonewheel e sua caixa rotativa Leslie é elemento de reconhecimento instantâneo, usado em todo gênero musical e apesar do primeiro modelo de órgão Hammond — o  Modelo A — que apareceu em 1934, o modelo que todos associam, e reverenciam, ao 'Som do Hammond ' é o famoso  B3, lançado 20 anos mais tarde.

Hammond's New B3
prós
A primeira e Autêntica replica do B3.
Sonoridade perfeita e soberba.
Bem mais leve que o original.
Opções flexíveis de customização.
Modelo C3 também disponível.
contras
implementação MIDI restrita.
Alto custo.
sumário
Levou-se 30 anos para fazê-lo, mas o New B3 realmente tem todos as aspectos do original em som, aparência e "feeling" — e a Hammond-Suzuki deve estar orgulhosa por ter conseguido. Esperamos que a tecnologia usada neste seja menos onerosa no futuro. Modelos XK-3 e XK-1 são as versões mais simples e mais baratas do New B3.

Foram feitas inúmeras tentativas de se emular o som do B3 ao longo dos anos — tanto em teclados eletrônicos como em instrumentos virtuais — mas acredito nunca terem alcançado a perfeição até agora, no entanto muitos estão notavelmente perto, principalmente nestes últimos anos. Talvez neste ponto eu devo explicar que sou um aficionado pelo Hammond Tonewheel — este é, entre todos outros, meu instrumento favorito — e sou um orgulhoso dono de um Hammond A100 de 1961, Completo com uma Leslie 122RV. Se você é novo no mundo do Hammond B3, veja o link contendo a história deste fascinante instrumento:
http://www.hammond.com.br/hammond/b3/b32/b32.html

Então, a corporação descendente da companhia Hammond (o grupo Suzuki comprou tanto a Hammond quanto a Leslie no final dos anos 80) anunciou seu novo  B3 na feira Frankfurt Musikmesse em 2002, com um gerador tonewheel digital como fator principal. Eu fiquei muito curioso para vê-lo e tocá-lo. O modelo de pré-produção pareceu e soou muito impressionante, mas tive que ser paciente até o momento certo de poder subir ao banco e tocar a "fera" por mim mesmo — um dos únicos na Inglaterra naquele momento.

O New B3 da Hammond é, ao observador casual, uma impressionante réplica do instrumento original antigo-vintage (também fizeram o modelo 'New C3' para os que desejam a alternativa de móvel fechado mais reservado e litúrgico). O móvel de ambos os modelos é IDÊNTICO aos originais e a Hammond aclama que o design da replica é tão preciso que poderia colocar com exatidão o conteúdo dos modelos de Hammond originais dentro. No entanto, sem o enorme e pesado gerador mecânico e  pré-amplificador valvulado, as novas maquinas são consideravelmente mais leves do que os originais 132kg (exceto o peso do banco e pedaleira).

Comparação Física

Usando de referência os Hammonds B3 vintage mais 'antigos' há uma diferença no formato das pontas dos drawbar no  New B3. Estes tem o formado das pontas das unidades mais modernas contendo formato angular com a numeração em pés entalhada, que apareceu nos  B3s originais após 1969 — OK, eu adimito, Sou um louco por Hammond! Os botões em forma de tabletes também são mais retos que os originais, e a ponta do botão de Leslie (numa replica da meia-lua, assim como nos originais) tem um formato um pouco diferente. Mas além destes ínfimos detalhes estéticos, tudo mesmo é como você esperaria encontrar num B3 de antigo, com os mesmos controles de percussão, o mesmo botão giratório de vibrato/chorus, os mesmos tabletes de volume e  vibrato, e as mesmas notas de preset com cores invertidas. Há até dois botões  run/start, no entanto aqui estes tem funções adicionais.

fotos por Richard Ecclestone

O órgão original tem os botões separados Run e Start. O primeiro (bate e volta) aplica a força ao motor de partida que faz o mecanismo de todo o gerador mecânico rodar a uma velocidade um pouco maior que a velocidade normal. Ai então é que o botão Run pode ser ligado para ativar o amplificador interno e o  motor síncrono que mantém o gerador a uma rotação constante (o motor síncrono original não podia girar do zero sozinho, porém  em modelos spinet mais modernos os  tonewheel tinham um motor síncrono que inicializava sozinho).
Claramente, não há  gerador mecânico no New B3, na verdade precisa só de um botão liga-desliga. No entanto, muitos organistas de Hammond usam os botões  Start e  Run como efeito — Apertando o botão Start com órgão já ligado faz com que o gerador aumente a velocidade, dando um tipo de pitch-bend pra cima,  porém se desligar o botão Run momentaneamente faz com que o motor desacelere, fazendo um pitch-bend para baixo.
Então, para preservar este efeito, o  New B3 tem um botão fixo liga-desliga na direita para ligar o instrumento, e um botão bate-volta de três posições para alterar a velocidade do motor — ambos são do mesmo formato com pontas plásticas como no original. Empurrando para frente ou para trás o botão  do Start cria um  pitch-bend na respectiva direção.
Outra notável função herdada dos órgãos originais tonewheel são as adições de um  footswitch na lateral do pedal de expressão para controlar a velocidade da Leslie, e um painel de controle encaixado discretamente abaixo do manual inferior no lado esquerdo (muitos B3s originais tinham ''dispositivos' instalados com funções para facilitar o manuseio do som).
O Painel de controle tem botões giratórios para  volume master, bass e  treble EQ (os últimos dois com dentes na posição central), reverb level e quantidade de  saturação overdrive. Há também três soquetes de 1/4  para fones de ouvido estéreo, mais um par de controle para encaixar as meias-luas da velocidade de Leslie e de  main/echo quando tiver conectado a duas Leslies. 

Nas costas do órgão na base da pedaleira do lado esquerdo (vendo de costas), um painel de conectores provêm um par de conectores de Leslie de 11-pin, chamados de Main e Echo. a saída main  é a principal, mas a segunda é para mais uma Leslie (um setup comum para os jazzistas e roqueiros) o soquete Echo (Echo nomenclatura padrão de 'linguagem de Leslie' significa segunda caixa). Normalmente um botão de Leslie controla a velocidade das duas caixas, e com o botão de Main/Ensemble/Echo, permite escolher ambas as Leslies ou uma das duas. Outro tópico que vale a penas ser comentado é que a nova Leslie 122XB, ideal para ser usada com o New B3, inclui função (Brake) modo que deixa a caixa parada além das velocidades Chorale (lenta) e  Tremolo (rápida).
Uma placa de metal abaixo dos manuais traz o soquete de MIDI output (não há  MIDI In ou Thru - explicado porquê mais para frente) mais quatro soquetes de 1/4 que promovem uma saída de linha estéreo e entrada de linha estéreo para o órgão completo (incluindo o reverb se selecionado).

Tecnologia

De muitas formas, o New B3  traz a filosofia de 'volta ao básico' para conseguir uma intencional substituição dos antigos B3, mantendo todas as características e nuanças dos originais. O coração do  B3 original é o  gerador tonewheel eletromecânico, e o coração do New B3 é, espere ai... Um  'Gerador de Tonewheel.'

Parece óbvio, mas a Hammond achou a melhor maneira de recriar as características do gerador original reproduzindo cada fonte de tom  individualmente e simultaneamente — e gerando 96 tons individuais  ao mesmo tempo e de uma vez. Não há amostras de áudio dos tonewheels, e sim tons idênticos digitalmente gerados e desenhados precisamente para reproduzir os diversos artefatos do sistema eletromecânico original. Há dois conjuntos de formas de ondas de tonewheel , chamado de  'B-type' e  'Mellow' que reproduzem tonalidades levemente diferentes de órgãos tonewheels vintage de diferentes épocas e modelos.

The dois controles de motores são desnecessários no novo, B3 digital, mas o efeito dos controles originais foram preservados de tal maneira que os organistas podem usar os botões originais enquanto tocam.
Na maioria dos teclados modernos ha uma nota específica quando uma tecla é pressionada, havendo um limite de quantas notas podem ser produzidas simultaneamente — sejam estas 32, 64, tanto faz. O sistema do New B3 proporciona polifonia TOTAL — todas as notas podem ser tocadas de uma vez, assim como no original, e o som que sai no momento que a tecla é pressionada, não milisegundos após a respectiva onda foi achada na memória.

Outro aspecto operacional do New B3 é que emprega o sistema de MULTICONTATOS  vindo exatamente como no original. Há nove contatos de um metal chamado palladium para cada tecla, e um para cada drawbar, mais um 10o. contato para gerar uma nota MIDI com  sensibilidade de toque (velocity) . A saída do gerador  tonewheel apropriado é roteado para cada contato através de um sinal análogo corresponente a cada contato de drawbar  para cada nota do teclado, e então ao harmônico associado — assim um  key-click audível é gerado como subproduto deste sistema mecânico de contatos, exatamente como no original (aparentemente, o gerador como um todo e o sistema de de multicontatos é o resultado de exaustivas pesquisas e desenvolvimento).

Conseqüentemente, não há recursos para ajustar o CLICK das notas, além dos controles de tonalidade — o som do click é original. Devido ao arranjo físico destes multicontatos, ou da maneira como os tons são gerados, há uma interação natural de todos os tons do gerador em todas as notas, exatamente como no original.
O sistema que mistura os sinais foi projetado de tal forma que faz o 'crescimento das freqüências baixas', parte essencial do som  do original Hammond B3. Em outras palavras, Na medida com que o volume aumenta e mais notas são tocadas, o som não cresce linearmente, ao invés disso há uma leve compressão, produzindo uma sonoridade mas gorda que o esperado. Esta atenção a este simples detalhe é fato indispensável quanto se constrói uma réplica, e pode ser observado no New B3. A curva de volume e mudanças na resposta de freqüências  é elemento integral da ação do pedal de expressão reproduzido exatamente ao extremo (com três opções de modelos de curvas diferentes), por exemplo. Há uma ponto súbito e não muito acentuado, mas a quantidade de  key click muda suavemente quanto o  chorus/vibrato é acionado num antigo B3, e o  New B3 mostra exatamente o mesmo efeito — Isso que é atenção nos detalhes!
Se você já leu o link http://www.hammond.com.br/hammond/b3/b32/b32.html sobre a história do B3 original, deve ter notado uma diferença no número de tonewheels. O  New B3 tem um gerador de 96 tonewheel digitais enquanto o B3 original tem  91 tonewheels ativos (mas há fisicamente 96 tonewheels no  gerador, os restante não usados para fazer som foram colocados lá para balanceamento mecânico). No entanto, se fizer as somas, você achará 109 tons diferentes  necessários para produzir os nove harmônicos de um teclado com 61 notas. Os Hammond originais superaram este problema — oitavas eram parcialmente repetidas nas pontas do teclado, a repetição começava em diferentes notas e oitavas,  dependendo do drawbar. Em um  B3 antigo padrão, o drawbar  de 2' vai só até o 'Dó' da oitava mais baixa, enquanto o drawbar 1' repete uma oitava e meia começando do 'Sol', os drawbars intermitentes repetem semelhantemente. Esta disposição é chamada de 'fold-down' e é elemento essencial das diversas qualidades tonais do  B3.

Ajustes do Centro de Informações

Escondido em uma pequena gaveta ao lado direito abaixo do inferior se encontra o 'Centro de informação.' Este compreende uma tela LCD de 2 x 20 com nove botões para navegar entre os menus, selecionando diversas opções, e ajustando parâmetros disponíveis. Tudo que diferenciava um B3 de outro e não era ajustável pode ser configurado aqui, além dos muitos parâmetros "hot rod" para agradar bem qualquer preferência pessoal mantendo totalmente as características do B3 original. Então, os ajustes de  tonewheel podem ser alterados (independentemente para manuais e pedaleira) para dar tonalidades diferentes, volumes de percussão, sustain, volume do manual, e o cancelamento do drawbar 1' quando a percussão estiver ativada.

Foto: Hugh Robjohns

A gaveta do Centro de Informações adiciona mais versatilidade ao B3, permitindo editar parâmetros importantes..

Em um  B3 padrão, o volume do manual é reduzido em 3dB quando a percussão é acionada, em modo Normal (alta), para preservar o volume geral. Muitos até desabilitam esta função e este ajuste pode ser feito no new B3. De maneira semelhante, o drawbar 1' fica desabilitado quando a Percussão é acionada (os contatos do 1' são usados pelo circuito da percussão) mas muitos organistas rearranjam o órgão com um outro contato de drawbar para que o 1' permaneça mesmo quando a percussão estiver sendo usada. Novamente, esta função pode ser feita nos menus do painel do Centro de Informações.

Uma diferente função, pouco usada, é a velocidade do vibrato que pode ser alterada, o volume mínimo do pedal também pode ser alterado, e a curva de volume versus a posição do pedal pode ser alterada. O footswitch ao lado do pedal de expressão pode também ser programado tanto para mudar a velocidade da Leslie, fazer a  Leslie ficar em rápida enquanto pressionado, ou agir como pedal de sustain (mais interessante quando usado com módulos ou outros instrumentos via MIDI). Litúrgicos, Jazz, ou  Teatro são os bancos de preset que compõe as notas de preset (ou programadas pelo usuário), e há ajustes que gravam e carregam sons de preset de um Compactflash tipo I.

Foto: Hugh Robjohns
O painel de controle colocado do lado esquerdo do B3 contém entrada para fones controle de duas Leslies, e importantes botões de volume, graves, agudos, reverb e  overdrive —controles de forma da tonalidade que dá ao B3 a característica que você desejar.
Você também pode escolher o tipo de reverb digital, a afinação geral pitch, modos de transposição, e configurações MIDI, e a tonalidade de saída pode ser otimizada para Leslies valvuladas e transistorizadas. Dando atenção a detalhes de cada aspecto nesta réplica, é uma pena que nas opções de reverb incluem apenas  dois halls, três rooms, dois churches e um  plate, e não há ajustes para reverb de mola — uma escolha comum na colocação de reverb em Hammonds.

A pedaleira no  B3 original era praticamente como outro teclado, portanto totalmente polifônico e as notas paravam de soar quando cada nota da pedaleira era solta. Alguns instrumentos mais recentes usavam um sistema eletrônico para gerar o som da pedaleira e adicionar um efeito de plucked-string onde o decay da nota cai lentamente quando a nota da pedaleira é solta, mas o efeito colateral é que o pedal ficava monofônico (com prioridade nas notas altas). Nem precisa dizer que o New B3 pode ser configurado via Centro de Informações para a pedaleira ficar normal (suave), polifônica ou monofônica, e o pedal sustain pode ser ligado e desligado com tempo determinado de decay  (escalados simplesmente de 1 a 5).

Os atributos MIDI do  New B3 são semelhantes aos padrões antigos, assim como os Hammond com MIDI como o XB3 e XB5. O teclado tem sensibilidade de toque e pode ser mapeado em zonas com mudanças de oitavas, e as notas de presets e drawbars podem ser configurados para mudar comandos e enviar dados . 

Falando em  MIDI, eu ressalto que há apenas um soquete MIDI Out, portanto o New B3 pode ser usado apenas para enviar e controlar outros instrumentos, digo (permitindo que você toque nele sons de Rhodes em parte do manual superior, por exemplo), não há MIDI In ou  Thru. Porque a nota que faz o som é acionada por contatos analógicos físicos (assim como no B3 original), e não permite ter acionamento remoto.

Orgânico

Após tocar no New B3 posso dizer com toda certeza que este instrumento é indistinguível de uma máquina original — certamente julgando somente o som. Naturalmente, com mesmos controles colocados nos mesmos lugares tem a mesma sensação também. O som padrão é excelente, e é fácil deixar com o som de B3 que mais gosta dentro dos padrões dos verdadeiros órgãos Hammond, de brilhantes, até gritantes, de suaves e densos, até rasgados!

A escolha dos contatos analógicos individuais para cada drawbar em cada nota não só produz o key-click (e toda a inerte variação cada vez que uma nota é tocada),  mas faz com que harmônicos diferentes sejam introduzidos um de cada vez se tocar a nota bem devagar. Muitos organistas assumem que é função fundamental — um tipo exclusivo de sensibilidade de toque — e até, não estou pessoalmente convencido só disso, que o efeito esta ai mesmo! De início, pessoalmente, achei o click um pouco mais proeminente do que conheço, mas um pequeno ajuste no controle de agudos trouxe o clique com um som mais perto do que gosto. Isso usando o ajuste padrão de B3, quando alterei para  Mellow, descobri um som muito mais perto do meu  A100 vintage.
Do ponto de vista de performance achei as teclas um pouco mais com 'efeito de mola'  do que em meu Hammond, mas o órgão testado era novo, e o meu foi tocado por 40 anos, que devem ter deixado as notas um pouco mais soltas! Com as notas estilo  waterfall, é fácil fazer glissandos assim como no  original, e os  drawbars (também um pouco mais precisos 'engrenados' que no meu antigo A100) são um delícia de 'tocar'.
As customizações acessadas através do Centro de Informações expandem consideravelmente a flexibilidade do instrumento, e eu particularmente achei a possibilidade de ajuste do volume da percussão e do teclado muito úteis. O  pedal sustain é ótimo para alguns tipos de música, e a facilidade de alterar o tipo de tonewheel e  fold-down é excelente, permitindo o usuário a alterar toda a característica do órgão de brilhante, som típico do B3 da década de 70 com filtros instalados, as mais "gordas" e melosas sonoridades dos órgãos da década de 60 com muita interferência, cerveja e cigarro — e tudo apertando alguns poucos botões! Como dizem em muitos Jazz Clubs: "Niiice..."!
O  overdrive ajustável é também fantástico — é o mais natural sistema de saturação de válvulas que eu ouvi, capturando o efeito e permitindo ir do total som rasgado do Jon Lord, e com um simples toque, um som super limpo de gospel. adoraria que meu Hammond vintage tivesse este ajuste no passado!

Resultado

Não há nem um sombra  de dúvida que o New B3 é a replica do B3 original — ambos em termos de visual e layout, e de sonoridade. Eu honestamente não acredito que alguém seja capaz de distinguir este novo instrumento de um original se for ajustado corretamente. Este novo órgão parece igual, soa igual, toca igual, tem mesmos "macetes" e características, e pode ser configurado para soar como  quiser, incluindo funções "hot-rod", que estende a capacidade de agradar o maior número de possível de amantes do  B3.

Portanto eu estou pasmo que a Hammond-Suzuki trabalhou por tanto tempo e tão bem para recriar o som do original Hammond tonewheel usando tecnologia moderna, Eu ainda não estou claro do exato mercado deste produto. Este instrumento ainda é muito caro. Por isso lançaram as versões mais simples XK-3 e XK-1 usando mesmo som.
Já havia mencionado. Um instrumento  original tem pelo menos  30 anos de idade, portanto precisa de uma constante (e muitas vezes cara) manutenção. É também muito pesado e difícil de transportar, a totalidade sonora é relativamente fixa e apagada do original, a não ser que você gaste muito para restaurá-lo completamente. Não terá MIDI também. Comparando tudo isso, o  New B3 é substancialmente leve, tem melhor flexibilidade sonora, inclui  MIDI, e é tão atual quanto qualquer teclado moderno.
Então é pra quem? Todos os que desejam com exigência o mesmo visual e som de Hammond com todas as características do original sem ter que se preocupar com o valor vintage e a manutenção cara e constante.
Compreensivelmente, a produção do New B3 não é em massa — o instrumento é praticamente construído a mão — mas a intenção é ser uma produção constante que tende a aumentar e baratear. Julgando pela aceitação recebida do New B3 nas feiras  NAMM e  Musikmesse, certamente  toda a tecnologia envolvida neste fabuloso órgão esta sendo utilizada em outros modelos como o XK-3 e XK-1 — com exceção dos contatos mecânicos .
Portanto, para os aficionados pelo B3 em todo mundo, o New B3 é um produto imensamente importante, e afirma a Suzuki ter investindo tempo e dinheiro para recriar esta replica que é, finalmente, verdadeiramente indistinguível do original em todos e importantes detalhes.

Artigo original se encontra no link: http://www.soundonsound.com/sos/jul03/articles/hammondb3.asp

Este artigo foi adaptado para o Português e atualizado, preservando sempre o conteúdo original.

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